Este será o primeiro ano
em que assistirei à Festa dos Tabuleiros, em honra do Divino Espírito Santo.
Acontece no início do Verão, de 4 em 4 anos, em Tomar, a cidade sede do
concelho onde agora vivo e pertenço (ou tento pertencer).
Flores de papel, pães e pãezinhos, caniços e rendas brancas. As moças aqui das freguesias rurais andam afogueadas, a acabar de montar os tabuleiros; na cidade caminham pelas ruas em fato-de-treino, com as suas torres de papoilas, malmequeres e pães à cabeça, ensaiando o equilíbrio, pela fresca. Desde há alguns meses que, quando vamos à casa de banho dos cafés da cidade ou ao bar das associações recreativas, sobre uma mesa encostada a um canto, encontramos invariavelmente folhas de papel crepe, espigas de trigo, alicates, tesouras e arames. E o pão (que é verdadeiro, mas ninguém comerá; só, talvez, o bicho-da-farinha) larga o seu cheirinho quente quando é espetado pelas varas de cana...
Os vizinhos são obrigados a entender-se porque têm uma rua para enfeitar…
Flores de papel, pães e pãezinhos, caniços e rendas brancas. As moças aqui das freguesias rurais andam afogueadas, a acabar de montar os tabuleiros; na cidade caminham pelas ruas em fato-de-treino, com as suas torres de papoilas, malmequeres e pães à cabeça, ensaiando o equilíbrio, pela fresca. Desde há alguns meses que, quando vamos à casa de banho dos cafés da cidade ou ao bar das associações recreativas, sobre uma mesa encostada a um canto, encontramos invariavelmente folhas de papel crepe, espigas de trigo, alicates, tesouras e arames. E o pão (que é verdadeiro, mas ninguém comerá; só, talvez, o bicho-da-farinha) larga o seu cheirinho quente quando é espetado pelas varas de cana...
Os vizinhos são obrigados a entender-se porque têm uma rua para enfeitar…